Os coveiros na linha de frente da pandemia

2 de junho de 2020 by [email protected] in Fotojornalismo 0 comments
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Os coveiros na linha de frente da pandemia

Quando há exatos oito (8) anos o seu José da Silva Carvalho começou seu trabalho como coveiro ele jamais pensou vivenciar um momento como este. Muita gente nem nota a sua presença nos sepultamentos, quem nota, possivelmente acredita que ele, que eles, os coveiros, não sentem, não sofrem, não é verdade, eles são tão humanos quanto a maioria de nós.

Em tempos de pandemia esses profissionais, assim como aqueles que atuam na saúde e outros, estão na linha frente e não podem recuar. As condições de trabalho quase sempre são difíceis, sob sol forte ou chuva, o traje é pesado e quente, a atividade é silenciosa, solitária, e eles estão lá, firmes e serenos, pela cabeça passam muitas coisas, muitos medos, medo por eles, por suas famílias e amigos, mas estão lá, a última companhia dos nossos entes queridos.

“Eu faço o que posso pra me proteger e proteger as pessoas que convivem comigo, tenho muita fé em Deus, coloco minha vida em suas mãos”, foi assim que seu José resumiu a sua rotina. Aos 54 de idade e quase uma década na função de coveiro (agente de sepultamento), a morte incomoda, não tem como ser insensível a ela.

José Cavalho, 54 anos, oito deles como agente de sepultamento (coveiro)

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